Diario de turnê da Hayley – Parte 6

Este é o último post de Hayley para a revista PAPERMAGAZINE, onde ela conta sobre a passagem da banda no Hawaii.

Leia a tradução do post a seguir:

A líder Hayley Williams do Paramore está postando para PAPERMAG há alguns meses, contando de sua turnê com seus colegas de banda enquanto eles viajam pelo mundo. Aqui está o sexto e último diário de turnê (boo!), que fala sobre a turnê do Paramore no Hawaii e paraquedismo. Obrigada por postar, Hayley!

Bom, nos fizemos a menor turnê na história do Paramore. Mas que jornada que foi. Eu não posso dizer ou digitar ”jornada”  sem escutar o começo de ”Don’t Stop Belivin”’ na minha cabeça. De qualquer modo, estou feliz de ter feito todas essas memórias em pouco tempo.

O show no Hawaii foi um dos momentos mais memoráveis em que eu estive no palco mais do que em qualquer outro lugar. Falando em palco, ele era muito pequeno. Como os que tocávamos quando nós começamos a tocar em turnês, sete ou alguns anos atrás e não era diferente dos palcos na Warped Tour. No momento da resposta, eu estava instável do meu corpo e assistia o show todo acontecer. Foi um daqueles shows onde se importa de um modo em que nada importa. Todo o suor e as dores de todo começo de show é uma espécie de alfinete  que se prende como uma fita azul. É tão bom deixar tudo isso ir. Digo, não parecia tão bom — Com minha maquiagem escorrendo, eu parecia um maldito guaxinim de cabeça vermelha — mas mesmo essa parte parece boa. É como eu digo, nada importa.

Eu não só tive uma conexão pessoal com o palco como a atmosfera daquela noite com o público fez o show ficar tão íntimo, você não podia evitar se sentir como se conhecesse cada um. Duas pessoas na barreira até ficaram noivas bem no meio de ”The Only Exception!” Tente e me diga se isso não é um drama. Em algum ponto durante cada show, eu conto sem medo sobre o que nossos fãs significam para nós e o que significa eles estarem nos assistindo. Quando eu digo, ”Bem vindo a família” eu digo para eles que uma vez que você está dentro dela você nunca pode sair, mas eu não digo como um Poderoso Chefão, de uma forma assustadora. O que eu quero dizer é, uma vez em que estávamos todos juntos e experimentamos a músicas daquela forma, estamos conectados. Alguma coisa acontece quando você experimenta a música com outras pessoas. É uma conexão que você não pode negar, e é isso que eu tento reconhecer todas as noites, não importando para quantas pessoas estamos tocando. É uma honra muito grande tocar músicas para qualquer pessoa a qualquer momento. Aqueles de vocês que estão lendo isso e estão em uma banda ou escrevendo sua própria música, sabem exatamente do que estou falando e se você não é uma delas… Bom, acorde imediatamente.

Então, além dos shows, e toda a minha emoção sobre isso, tivemos um momento incrível pela primeira vez como uma banda no Hawaii. A maioria dos nossos momentos foram relaxantes tanto que eu quase nem lembro do primeiro dia. Foi uma das únicas férias que eu tive na minha vida adulta. Foi realmente relaxante até que alguém teve a ideia de ir para o para-quedismo antes do show. Isso soa como uma grande e total responsabilidade para você também, certo? Taylor era o único que já tinha ido antes. Ele estava todo sorridente o caminho inteiro até este lugar enquanto o resto de nós ríamos nervosamente no banco de trás do nosso jipe alugado. Não ajudou quando chegamos e tivemos que assinar todos aqueles contratos que diziam: ”PARA-QUEDISMO É PERIGOSO, VOCÊ PODE MORRER!” Eu juro. Parecia tudo como… Todas as letras maiúsculas e essas merdas. Não conseguia nem mesmo decidir quem colocar na lista de telefones de emergência! Desnecessário dizer que, todos todos nós estamos vivos ou então eu não poderia escrever esse blog.

O que eu tenho para dizer da nossa experiência no céu é essa: Você vive e morre uma vez. Eu não sei se o para-quedismo é como gostaria que fosse… Mas macacos me mordam, estão tão feliz por ter experimentado isso na minha vida. A sensação de queda através das nuvens e a sensação ainda mais gratificante de olhar para a terra a 10 mil pés, é uma coisa tão humilhante. Eu nunca me senti tão vulnerável ​​na minha vida. Estou presa nesse cara e ele está praticamente me abraçando no que poderia ser o último dia da minha vida inteira! Mas eu fiz isso… E eu vi o mundo de uma perspectiva totalmente nova. Quando todos nós atingimos o chão, você pensaria que nós não tínhamos visto uns aos outros há anos. Tudo o que me lembro é de correr até o Jeremy como se eu fosse correr por meio dele. Concluindo, eu nunca vou fazer isso de novo, mas estou certamente feliz que eu cresci um par. Eu nunca pensei, quando criança que eu iria crescer e fazer exatamente o que eu sempre sonhei que iria fazer, experimentar coisas que algumas pessoas nunca chegam a fazer, e o que mais? Eu consigo fazer tudo isso com meus melhores amigos.

Obrigada a vocês por lerem todos os meus devaneios. Obrigado à revista Paper por me dar a chance de escrever para eles. Vejo todos vocês no próximo ano com um álbum cheio de músicas novas.
Com todos os agradecimentos que eu possa ajustar em meu corpo de passarinho,

Hayley Williams do Paramore

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